Narrativa: como criar uma boa história (fundamento de storytelling)

A palavra em inglês é bonita e há poucos anos está na boca de todo especialista em comunicação: storytelling. Mas o que quer dizer? Não a tradução literal, porque isso qualquer tradutor resolve. O que significa contar uma (boa) história e como fazer isso gravando vídeos para as minhas redes sociais? E o mais importante: por que eu preciso me preocupar com isso? A gente explica.


Quando se busca esse tipo de resposta, a primeira pergunta deve ser um pouco mais básica, é preciso entender por que gravamos vídeos. Gravamos vídeos porque aumenta a distribuição das nossas postagens, porque engaja mais e tem mais repercussão e, por consequência, vende o nosso produto. Mas só fazemos isso porque temos algo a dizer. Bom, pelo menos essa deveria ser a premissa de todos que produzem conteúdo. E ter algo a dizer é contar algo a alguém. Contar uma história, ainda que curta, com começo, meio e fim. "Quem fez o quê, porquê, quando, como…".


Em um tutorial, por exemplo, você vai dizer qual era o problema, quem fez o quê e como resolveu. Para mostrar uma peça de roupa você vai mostrar a saia ou a blusa, dando um contexto a ela, explicando de qual tecido é feita, em qual ocasião pode ser usada, por que é um ótimo investimento para a estação. Isso é criar uma narrativa. Ou seja: storytelling. O que acontece é que essa narrativa pode ser instigante, divertida, curiosa, boa de ouvir MESMO. Ou então repetitiva, cansativa, desnecessária. Qual você prefere?

É o jeito de contar a história que pode ou não vender o seu produto. É assim que você vai se aproximar do seu cliente, que ele vai se identificar e se relacionar com a sua marca.


Bom, agora que você já entendeu o que é storytelling, um importante recurso do marketing de conteúdo, e por que precisa saber usá-lo, vamos às técnicas! Mas antes é preciso fazer um alerta: não tente fazer isso sem criar um roteiro para o seu vídeo. Lembre-se que até o improviso precisa ser planejado, por isso anote, ainda que de forma simples, como você vai começar, quais tópicos vai tratar, como vai finalizar e ilustrar tudo o que disse.


>>> Aqui a gente dá mais detalhes e tem até um modelo do roteiro pra você baixar e começar a usar.


Agora, sim, vamos aos principais pontos que você precisa estar atento na hora de criar uma narrativa para o seu vídeo:


1. Defina os principais elementos do seu storytelling

O storytelling tem quatro principais elementos: mensagem, ambiente, personagem, conflito. Identifique-os no seu conteúdo. Qual mensagem você quer passar? Uma mensagem forte é imprescindível para uma boa história. Tenha algo útil a dizer. Qual o ambiente, o contexto em que isso acontece? Qual o personagem principal e qual o conflito para o qual você vai expor a solução? De forma mais prática, pense: qual a dor do seu cliente que só você pode resolver?


2. Leve seu público em uma jornada

Depois que identificar esses elementos, imagine que você vai levar o seu público em uma jornada enquanto conta a sua história. Ela precisa ser envolvente, pra que ninguém perca o interesse e fique pelo caminho. Quando falamos que pra gravar um bom vídeo você deve imaginar que está conversando com alguém é justamente por isso. Em um papo bom a gente nem vê o tempo passar. Dê ritmo e leveza ao seu texto. Imagine que está contando algo para os seus amigos em uma mesa de bar (essa dica nunca falha).


3. Dê detalhes interessantes sobre cada elemento

Não seja prolixo, não enrole ou tente fazer mais do que é, mas descreva o ambiente e os personagens com características que o seu público se identifique. Assim ele consegue se imaginar na história que você está contando. Proporcione uma experiência para quem está assistindo ao seu vídeo. Aqui tem alguns macetes pra ajudá-lo na construção dos textos:


Ao expor o conflito, explique de forma prática como você pode ajudar e em quanto tempo. Venda o seu produto, diga como ele pode ser útil em um prazo definido, mas seja sempre honesto em relação ao que ele pode fazer pelo cliente.


4. Siga a uma estrutura com começo, meio e fim

Você pode tanto seguir uma narrativa que segue a linha do tempo (começar contando a história pelo começo) ou então iniciar já com um gancho curioso, algo que prenda a atenção de quem te assiste.


Imagine que você está naquela mesa de bar com amigos, como propusemos acima, e você vai contar algo que te aconteceu durante o dia. Você vai começar indo direto ao ponto e depois explicando os detalhes, certo? Então pode seguir a mesma lógica com o seu vídeo, mas cuide para guardar para o final algo igualmente interessante. Desenvolva a sua história com pontos que mantenham o interesse o seu cliente, dê à sua narrativa o clímax, aquele ponto alto do "não acredito!" e conclua a história. Começar bem é tão importante quanto terminar bem, para converter esse engajamento em resultados práticos para o seu negócio.


Essas técnicas são usadas em vídeos de qualquer gênero e tamanho, desde comerciais de 30 segundos, até filmes de três horas de duração. Neste link tem o passo a passo do storytelling usado pela Pixar, pra você entender ainda melhor e aprender a identificar o uso desse recurso também no cinema e na TV.

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